É suposto a nossa casa reflectir quem somos. Quando idealizamos a decoração do quarto é (quase) sempre algo semelhante a uma produção que vimos nas revistas, com grandes espaços imaculados com tudo impecavelmente arrumado. Claro que na azáfama diária é fácil a melhor das intenções decorativas ficar soterrada em lenços de papel, revistas velhas e brinquedos do cão. E de que adianta o decote ousado se quando o olhar pousa na mesa-de-cabeceira esbarra com o Índice Nacional Terapêutico? E as velas aromáticas, poderão alguma vez ganhar a luta desigual com os peluches que teimam em ficar a ‘decorar' a cama? Claro que às tantas o quarto de casal passa de ninho de amor a templo da tralha. Passe-o em revista e veja o que pode estar a matar o romance.
